O quão real é a real realidade que nos cerca, seres reais?

Após muito tempo sem escrever no blog, mas fazendo o máximo para reunir conhecimento e escrever algo legal, aqui venho pincelar um pouco do que tenho pensado essa semana :D

Mas antes disso, quero falar de uma coisa fundamental para a introdução do assunto do tópico: quero falar de Identidade. No último post, falei rapidamente sobre a idéia de Identidade e a sua representação na web - e garanto que um dia me dedicarei para escrever umas cem linhas só sobre isso.

O sujeito na Internet, partindo do princípio de sujeito pós-moderno, é a ‘bola da vez’. A gama de informações que nos bombardeia é rápida, efêmera, constante, e pratica malabares na tênue linha da percepção de subjetividade.

Não sei se necessário, mas devo diferenciar objetividade e subjetividade então. Uma vez que entender essas palavrinhas é o caminho para se compreender a natureza do que quero falar. Acredito que, como eu, muitos que estão lendo esse post sabem muito bem que objetividade é a maneira ‘nua e crua’ de compreensão e entendimeno (apesar de achar a objetividade mais ligada às ações e a existência).

Já a subjetividade é produto das relações humanas entre si e entre o meio em que vivem. Incluam nesse meio até mesmo os que não diretamente mantemos contato no plano físico, ou seja, a Internet.

Pensando desse modo, vem a questão: nós, enquanto seres que existem de fato por pensar, vivemos em uma realidade verdadeiramente real? (Perdão por ser tão prolixo Saulo, mas é necessário falar desse modo XD).

Lendo um artigo no Yahoo!, retomei uma pergunta que há muito já fragmentava minhas redes neurais. A realidade, como vemos, não é tão real assim. Não passa de uma maneira, subjetiva (por isso a introdução dessa palavra anteriormente), de criarmos um sustentáculo para nossos anseios de infinito conhecimento.

Estamos presos dentro de nossas mentes. E é justamente essa prisão inconsciente (que Freud deve explicar de alguma maneira, prometo ler algo sobre isso nas obras dele depois) que cria essa realidade para nos controlar. Talvez posso estar vomitando palavras aqui, mas é uma verdade inescapável que nossas mentes flutuam, mas de lá de cima controlam nosso corpo físico como deseja.

Na natureza, a realidade é estática. Já dizia alguém que não lembro, que o Tempo é parado, nós que nos movemos por ele. E já dizia outro alguém, que “a presença do homem é que faz das coisas interessantes”. A realidade nua e crua talvez não seja tão importante assim, se você pensar que ninguém /humano/ a percebe como ela existe.

Para nós, a existência é motivo para se buscar conhecimento mas é a experiência que nos faz humanos.

Pensei em falar sobre como essa realidade da experiência é tão igual quanto a realidade virtual, mas fica para a próxima.

Jyaa ne, miina-san. :)

Pra quem só pensa no futuro…

Hoje mais cedo enquanto estava batendo papo no IRC fiquei imaginando o que escrever no blog antes de sair para o curso de Francês. Daí pensei rapidamente em retomar o tema de Ghost in the Shell e apimentá-lo com outra discussão: qual o futuro da humanidade?

Não quero dar uma de Nostradamus aqui mas vamos pensar coletivamente sobre o que restará do homem em si. Debate-se hoje em dia muito sobre o uso de células-tronco e desenvolvimento artificial de órgãos para utilização em humanos, e no Brasil isso está criando uma discussão imensa e gerando uma reviravolta por parte de partidos políticos fundamentados nos princípios religiosos da boa moral.

Em Gits, o uso de peças mecânicas e órgãos criados em laboratórios é “comum”. Trazendo para a atualidade e para a esfera de pensamento brasileira eu imagino que nós brasileiros estamos fechando os olhos para o futuro. Não quero dizer com isso que daqui a 100 anos o apocalypse chegará e todos seremos robotizados, mas que a robotização e as tecnologias de criação de órgãos a partir de células-tronco é um artifício que deve ser utilizado e enxergado como algo benéfico.

Obviamente, haverá muitos casos em que a venda desses órgãos será muito cara, não abrangendo esse direito à maior parcela da população em si, mas deve-se pensar em barateamento de custos após massificação do uso.

Gits traz ainda ao discurso questões filosóficas sobre quem somos nós realmente. Será que o ser humano sabe se identificar como humano? Não somente analisando as características físicas de outrem, mas tentando compreendê-los inteiramente. O que faz dos homens, homens de fato, segundo a filosofia de Shirow-sama, são as memórias. O resto se fabrica.

Conceituações de identidade deste tipo também são vistas em célebres produções como Battlestar Galactica, Eu, Robô, e mais uma série de Sci-fi espalhados pela rede :P

Trazendo “identidade” para a esfera da internet, as relações humanas na Internet são espelho das relações humanas do plano físico. E tanto o homem virtual como o físico deixam impressões e constrõem uma cadeia de informações que caracterizam seu ser.

Acho que não tenho mais muita coisa pra falar. Até que tenho, mas não tenho tanto tempo e palavras assim.

Comments go fine, so please comment! :D

Jyaa ne miina-san

Não há explicações…

Não sei o tamanho que será esse post, só sei que pouco me preocupo com o que irei escrever nele.

Ultimamente devo confessar que estou com preguiça de escrever no blog e sem humor pra organizar uma idéia legal e trazer como uma boa leitura para vocês. Talvez deja seguir a idéia de meu amigo soulstaker e mudar esse template do blog. Acho que se animar mais terá mais visitas e eu me animarei mais para escrever.

Falando em animar, assisti nesses últimos dias umas 4 vezes o filme Ghost in the Shell. Muitos dos que lerão isso já conhecem o filme e a série e são fãs incondicionais, mas vale dizer: o filme trata da oficial de polícia da Seção 9 Motoko Kusanagi, e sobre o caso de um hacker chamado Ningyo Tsukai (Mestre de Marionetes, vamos dizer).

Como todo bom sci-fi, o anime nos dá - aos usuários ‘avançados’ da net - uma visão bem legal e talvez apocalíptica do que teremos nos próximos anos. Fala também do conceito de existência humana, do que realmente somos feitos e o que nos faz da maneira que nós somos. Além disso, adcione uma direção ótima, e vozes perfeitas dos personagens. Há ainda as cenas de ação de tirar o fôlego, claro.

Seguindo o filme, há a série. Lançada MUITO depois do filme, narra a história da Seção 9 e de vários casos, incluindo o caso do Warai Otoko (Homem Risonho). Ainda não terminei de ver, então não posso fazer considerações muito conclusivas sobre a série, a não ser dizer que é ótima ;)

Passado o momento de falar do que fiz, falo agora do que faço. Assistindo Toshokan Sensou e estudando mais japonês. Acho que está na hora de aprender mais desse idioma. É incrível quando começamos a compreender as palavras em outras línguas; não dá vontade de parar. Seria legal ter uma daquelas settings de Matrix e embutir os idiomas na sua cabeça XD

Acho que o post acaba aqui. Breve voltarei com mais coisas, pois afinal de contas, foi eu mesmo quem disse que blogs que não são atualizados periodicamente acabam no esquecimento. XD

Jaa ne miina-san.

Post rápido

Estou passando rapidamente no blog, por já estar tão tarde, para deixar um post rápido. Hoje fomos a mais um evento organizado pela Fapes. O grupo de lá da faculdade dos alunos da manhã e da noite, e os monitores da própria empresa. 

O evento foi bastante legal: é gostoso ver como as ações - por menores que sejam - resultam em grandes feitos. Ser parte de uma equipe que trabalha para o desenvolvimento social é muito legal. 

Esse evento da Fapes causará a criação de alguns posts que falarão basicamente de Organização, Espírito de Equipe, Individualidade, Simplicidade e Polidez. :)

A vocês uma boa noite, e até mais tarde, porque o amanhã já é hoje. XD

 

PS: Quase esquecendo, no meio do caminho de volta a condução quebrou e ficamos parados por mais ou menos trinta minutos no meio do nada XD. (Não tão nada assim, mas para o horário já não tinha mais ninguém na rua. O importante é que todos saímos vivos.

Cya guys

Diversidade em blogging

 

É comum muitas pessoas quererem começar um blog, como falei no primeiro post desse blog, e não saberem o que escrever. Talvez o maior segredo disso está na leitura. Sim, pessoal, a leitura é a chave do desenvolvimento textual, até mesmo com os blogs. No tópico de hoje falaremos um pouco sobre essa diversidade de leitura em blogs e em outras esferas das palavras :)  além – é óbvio – do que vier à mente.

Outro dia, enquanto lia um blog, deparei-me com um artigo que falava justamente sobre o ato de leitura de grandes blogueiros, e com exceção de poucos, a maioria simplesmente não lia muitos blogs e dedicava-se somente aos seus. Mesmo assim, acredito que não se deve parar de ler blogs e ficar somente buscando palavras em si. É fundamental para quem iniciar ler outros estilos de escrita, outros modelos de composição do design dos blogs, e até mesmo diferentes assuntos. Quem sabe visitando mais blogs posso mudar o layout desse, já que tem gente que achou feio (aka soulstaker :P).

Como esse blog se chama “Textos aleatórios…” é até compreensível a minha preocupação com essa diversidade. E baseado em diversidade que faço um gancho outro assunto desse post: Existe diversidade cultural na esfera blogguista? Entendam essa ‘diversidade’ que digo como maneira criativa de se levar um blog adiante.

Principalmente dentre os blogs de tecnologia que eu leio, é comum ver repetição de reportagens, análises muito parecidas, tornando tediosa a leitura. Claro que deve-se levar em consideração que há blogs cujos colaboradores são colaboradores de outros blogs também :) , o que cria a repetição. Um exemplo de blog que se destoa da multidão é o Blog MacMagazine, que consegue – de maneira divertida e descontraída – falar das reportagens sobre a Apple e computer-related  stuff de maneira diferenciada de seus colegas nacionais e internacionais.

Fazendo uma digressão que resultará no final desse post, devo dizer que como estudante de Turismo e aspirante a jornalista, tenho mania, confesso, de analisar o comportamento humano observando de um plano imparcial, tentando eximir minha humanidade. Geralmente essas análises sempre resultam em um denominador comum: a cultura. Muito se fala de diversidade cultural, sua exploração, e de como as mídias digitais e a publicidade utilizam esse elemento, mas trazendo à blogosfera apresento um questionamento: quais as impressões virtuais as pessoas com diferentes perspectivas culturais deixam na internet através dos blogs?

A formatação dos espaços virtuais dá-se pela impressão das relações virtuais que o ser humano deixa. Tomando os números de IP como uma representação virtual de cada pessoa, sabe-se que todos os seus passos e ações são registrados na rede, assim como acontece no meio urbano físico, onde o homem deixa suas pegadas e modifica os territórios.  Desse modo, a interação do homem com as interfaces computadorizadas, páginas de acesso automáticas e salas de bate-papo representam um contexto de relações humanas que se espelha na realidade.

Nas culturas como a brasileira, em que se dá margem – até demais – a evasão dos sentimentos é comum se ver em sites de relacionamento como o Orkut uma imensa evasão de privacidade das pessoas. O processo histórico de formação do povo brasileiro sempre deixou clara a felicidade inerente aos tupiniquins – não que eu ache isso ruim, mas boca aberta demais entra mosca LOL. Essa característica então é comum nas redes brasileiras de acesso à Internet.

Voltando aos blogs, e trazendo o exemplo dos fotologs, muito se vê dessa evasão e da necessidade de exibir das pessoas. Há uma vontade irreverente e quase geral de se fazer ouvir.  Seria fácil aqui tecer comentários sobre o porquê de essas pessoas agirem assim, mas o post ficaria muito maior do que já está.

Talvez futuramente eu escreva mais sobre as influências do homem na internet, principalmente na WEB 2.0, mas acho que isso é trabalho para outro blog, pois aqui só se tece comentários breves :)

No próximo post, pretendo falar algo sobre os momentos e situações em que a voz não é o suficiente para se expressar.

O processo de construção de um blog

Com o aumento do acesso à internet nos lares brasileiros é comum a prática da criação de blogs. Há incentivo cada vez maior do próprio usuário criar seu próprio material e fazer parte da Web 2.0. É por isso que aqui venho eu tentar escrever mais um blog. Não quero ser pretensioso então muitas das verdades que escreverei aqui poderão soar como mentiras a depender do leitor.

Apesar disso, devemos concordar que ainda é comum muitos bloggers postarem poucos tópicos e dar descontinuidade aos seus blogs, talvez não pela falta de criatividade, mas por não sistematizar seu conteúdo, usando métodos de escrever artigos, porquê é isso que um blog geralmente é: uma série de artigos. O que quero dizer com isso é que muitos dos novos críticos da web não se organizam e não sabem o que escrever.

Ao criar um blog, pode-se dizer que se cria uma folha em branco e daí em diante modela-se o conteúdo a partir de experiências diárias, podendo ser usandos textos, fotos e vídeos legais. Muita gente acha que é nesse momento que existe ‘evasão de privacidade’.

Outro ponto relevante para manter um blog é a periodicidade do conteúdo. Essa característica é fundamental quando se objetiva suprir o leitor com informações. Manter seu blog atualizado é a ferramenta chave para conquistar os leitores. Blogs cuja periodicidade é inconstante tendem a desagradar as pessoas, mesmo  quando seu conteúdo é interessante.

Acho que por hoje é só, não estou com muita paciência pra escrever sobre blogs aheuaheuhaeea. Depois tem mais. Além disso, um blog não se resume a um artigo, então é necessário escrever novos textos pra explicar sua formação.

Cya folks.