Generosidade, homem cordial e coisinhas a mais da vida.

Olá ninguém pessoas que ainda buscam no RSS Feed artigos desse blog. Acho que estou de volta :P ´

As férias foram, em todos os sentidos possíveis, momentos de ócio absoluto para mim, às vezes perdendo o senso comum de horário e data. Cheguei a confundir uma quinta-feira com domingo e 16h com 8h, tal era meu comprometimento com minha agenda (teoricamente lotada).

A verdade é que não dá – ou não consigo por me deixar tomar pela ociosidade – manter atualizações diárias desse blog. Talvez isso mude, pois ACHO que terei mais assuntos a abordar de agora em diante, com a volta às aulas. Já percebi que o período de aulas e stress é, na verdade, meu momento mais produtivo. É necessário ter um limite de tempo ou prazos para que eu trabalhe, não posso mais mentir para mim quanto a isso, FATO!

A começar, com um post no meio da semana, algo que não deve ser tão comum na blogosfera – ou talvez esteja errado – falo de coisinhas que começaram a aparecer a partir da segunda-feira, dia 4 de Agosto. 1° dia de aula do 8° e último semestre do curso de Turismo. Novos desafios estão chegando, entre eles o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e dar um jeito para cumprir as 300 horas de estágio obrigatórias para a formação.

Mesmo sem as devidas apresentações comuns aos primeiros dias de aula, pois os professores desse semestre são velhos conhecidos, começo a imaginar que esse semestre será diferente. Sem desvios, sem aspas, sem mas, nem veja bem, sinto que até mesmo os alunos rebeldes sem causa vão tomar um rumo e desafogar a pressão e a falta de comprometimento com a bom senso nesse ano.

Mas antes que solte palavras de fogo aqui mudarei meu discurso. Antes de falar do homem cordial lá do título, que talvez te faça questionar conceitos próprios, falarei sobre a primeira parte: generosidade. Vez ou outra, é preciso dar voz aos que não falam, ou até mesmo aos que não querem falar pois não se importam se não forem notados. Tento escolher as palavras certas não para parecer bonitinho escrever aqui e conseguir uma audiência que babe diante dos textos. Quem sou eu para fazer isso? A verdade é que aquelas pessoas, motorista e cobrador (trocador para os cariocas, ou qualquer outro termo para alguém de outro lugar), no ônibus de volta à casa na segunda-feira ao meio-dia, surpreenderam ao, na maior simplicidade, demonstrar generosidade à uma pessoa desconhecida.

Não se preocupe, explicarei o caso antes que inunde os Comentários com palavras malvadas dizendo que não entendeu nada, caro leitor. Acontece que quase no meio-dia durante a segunda-feira dessa semana, horário de pico em qualquer grande cidade como Salvador, uma garota não se sentia bem no ônibus. Minha frieza ou distância e respeito à intimidade alheia me impediram de perguntá-la o que sentia, e além do mais, estava longe demais para fazê-lo. Estando na Bahia qualquer um sabe que será ajudado se estiver em apuros, ou mesmo se não estiver, faz parte do jeitinho brasileiro que acredito ter nascido ou na Bahia ou no Rio de Janeiro.

O cobrador/trocador e o motorista decidiram então levar a garota a um hospital. A garota então, acompanhada de um amigo, nada reclamava, mas devia sim estar agradecendo dentro de si por tal atitude. Ignorando oxis!! e oxentes!! das pessoas no fundo do ônibus e os olhares de incerteza dos passageiros por causa do desvio da rota diária, cumpriram seu objetivo e entregaram a garota e seu amigo ao hospital.

Acho que pela quebra da constância do universo individualista e ocioso que dias atrás ainda vivia, a cena me fez questionar muitas idéias e conceitos. E além disso, fez com que eu despertasse para uma outra vertente do assunto que quero seguir para meu TCC, e para esse post :)

Até quando a cordialidade, explicada por Sérgio Buarque de Holanda, e o jeitinho brasileiro ainda são verdadeiros? Sabemos muito bem que há pessoas que utilizam isso para tirar proveito de situações em benefício próprio. O cobrador e o motorista desse ônibus, pessoas simples, assalariados como a maioria dos habitantes do país, agiram com livre e espontânea vontade. E de coração bom, creio. Será esse um exemplo da excessividade da cordialidade e vontade de ajudar do brasileiro e do baiano em si?

Já vi cenas, mesmo aqui, em que pessoas agonizavam no meio da rua e os transeuntes simplesmente contornavam o corpo estranho. É justamente por isso que quero questionar os limites dessa mudança de comportamento humano, que embora indíviduos particulares (perdão pela redundância), foram teoricamente influenciados pelos mesmos conceitos de identidade, do jeito de ser brasileiro.

Meu TCC falará sobre a utilização da idéia do Homem Cordial como um personagem ou um produto turístico, que tem como palco principal o Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, no final do século XX. Embora possa parecer distante essa análise de Turismo com tudo que falei anteriormente, é de pequenos exemplos que se compõe idéias para a compreensão da obra total.

Apesar de estar com um tanto de sono, não é esse o motivo que me fará terminar o post agora, EU JURO! Mas sim a necessidade de guardar assunto para os próximos posts. Quem sabe aqui não se torna uma ferramenta para afogar o stress da produção do TCC. Pode ser pretensão minha, mas não acredito que seja tão difícil assim se houver planejamento.

Quanto às coisinhas a mais da vida que está no título, veremos da próxima vez.

Até mais :)

0 Respostas para “Generosidade, homem cordial e coisinhas a mais da vida.”



  1. Sem comentários ainda

Deixe uma resposta